NOTA DE PESAR - Béda Barkokébas Junior

A comunidade acadêmica da Universidade de Pernambuco (UPE) externa seu mais profundo pesar em virtude do falecimento do professor de Engenharia Civil da Escola Politécnica da Universidade de Pernambuco (Poli-UPE), Béda Barkokébas Junior, ocorrido na noite deste domingo (24), aos 63 anos. Nascido no Recife, em 1957, exerceu o cargo de Pró-Reitor de Planejamento na gestão dos ex-reitores da instituição, Emanuel Dias e Carlos Calado.

Barkobébas graduou-se em Engenharia Civil pela UPE. Fez mestrado na Universidade Federal da Paraíba (UFPB). Possuía, ainda, doutorado em Engenharia Rodoviária e pós-doutorado pela Universidade Politécnica da Catalunya, em Barcelona, na Espanha.

Foi líder do grupo de pesquisa “Ergonomia, Higiene e Segurança do Trabalho”, registrado no CNPq e coordenador do Laboratório de Segurança e Higiene do Trabalho (NSHT) da UPE. Atuou também como Consultor ad hoc do CNPq e do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de Pernambuco (SINDUSCON-PE).

Em 2011, recebeu a Medalha Pioneiros da Segurança, concedida pela Agência Brasil de Segurança. E em 2013, foi agraciado com a Medalha Comemorativa dos 70 anos da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), oferecida pelo Tribunal Superior do Trabalho, em Brasília.

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Técnica de enfermagem do HUOC/UPE que recebeu a primeira vacina contra Covid-19 em Pernambuco tem história contada no Diário Oficial

A técnica de enfermagem Perpétua do Socorro Barbosa dos Santos, a primeira pessoa a receber a vacina contra a Covid-19 em Pernambuco, foi tema da série “Servidores que Inspiram”, com perfil publicado na edição do Diário Oficial do Estado de Pernambuco deste sábado (23). Com 30 anos de trabalho no Hospital Universitário Oswaldo Cruz (HUOC), sendo 25 deles na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), ela representa todos os profissionais de saúde que estão na linha de frente no combate ao novo coronavírus. O HUOC integra o complexo hospitalar da Universidade de Pernambuco (UPE) e é uma referência no tratamento à doença.

 

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Perpétua, aquela que ajuda a salvar vidas

Celebrizada por ter sido a primeira pernambucana a receber a vacina contra a Covid-19, técnica de enfermagem do Huoc diz que procura fazer do trabalho na saúde uma missão de vida

Por Paulo Goethe

No armário de metal para os profissionais de saúde que trabalham na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Departamento de Doenças Infecto Parasitárias (DIP), uma portinhola é sinalizada por um nome em cor de rosa e uma imagem emoldurada por várias cores em lápis de cera de um Cristo jovem com um cálice. O nome é “Perpétua” e o Cristo foi um presente de um paciente de 20 anos de idade que faleceu duas semanas depois de preparar a obra de arte no leito do hospital. O hospital é o Universitário Oswaldo Cruz (HUOC) e Perpétua é a técnica de enfermagem que se tornou, na segunda-feira (18), a primeira pessoa em Pernambuco a ser vacinada contra a Covid-19. 

Otimismo e reconhecimento marcam a vida desta recifense de 52 anos de idade que tornou-se uma celebridade depois de receber a agulhada que transmitiu a dose de CoronaVac para seu braço direito. Em dez segundos, a vida da técnica de enfermagem que há 25 anos trabalha na UTI do HUOC - que integra o complexo hospitalar da Universidade de Pernambuco (UPE) - mudou. 

Perpétua do Socorro Barbosa dos Santos tornou-se símbolo da esperança de derrota do coronavírus, ganhou mais seguidores no Facebook e Instagram e teve que administrar os muitos elogios e as críticas (poucas, mas dolorosas) que recebeu por ter sido escolhida para representar quem está na linha de frente do combate à doença que já tirou a vida de mais de dez mil pernambucanos. No Brasil, o número de óbitos ultrapassou a marca de 210 mil.

Perpétua estava em casa quando foi comunicada que iria receber a vacina contra Covid-19 antes de todos. Mal deu tempo de arrumar os cabelos - que precisavam de uma pintura - e enfrentou 40 minutos de ônibus de Camaragibe para o bairro de Santo Amaro, no Recife, onde aconteceria a cerimônia com a presença de autoridades como o governador Paulo Câmara. Além do medo de agulha, apesar de conviver num ambiente em que o manuseio delas é constante, o fato de estar sob os holofotes lhe causou estranheza, mas os desafios são para serem enfrentados.

Formada no curso de auxiliar de enfermagem (concluído em dezembro de 1988) na Faculdade Nossa Senhora das Graças, vinculada à UPE, Perpétua fez especialização para se tornar técnica e ascender nos quadros do HUOC, onde havia ingressado em 1985, ainda como voluntária. O gosto de trabalhar na saúde herdou da mãe, uma funcionária do INAMPS que se aposentou trabalhando no Hospital Barão de Lucena. Das duas filhas, a mais nova, de 28 anos, trabalha como biomédica. A mais velha, de 30 anos, não quis batas brancas e medicamentos. Seguiu a carreira administrativa. 

Nesses anos todos de trabalho cuidando dos ocupantes de dez leitos da UTI, Perpétua presenciou muitos dramas familiares, mas os óbitos resultantes das complicações de saúde por causa da Covid-19 representaram um novo patamar da dor da perda. Para ela e os outros sete integrantes de sua equipe de plantão, a morte que causou mais impacto nos últimos meses foi a de um colega de trabalho, um enfermeiro que sofreu um infarto. Ele vivia estressado com o risco de ser contaminado. Não conseguiu sobreviver para comemorar a possibilidade de uma vacina.

Quando não está cumprindo o seu plantão de 12 horas, Perpétua divide as 60 horas de folga entre a sua casa do Ibura, no Recife, e a de Camaragibe, que era da mãe que faleceu em 2018, aos 78 anos de idade. Nos dois lugares, no pico da pandemia, colocou um cartaz alertando que não receberia visitas por causa do risco de contaminação. Ela é uma defensora do uso de máscaras e do distanciamento social e lamenta que muitas pessoas descumprem estes procedimentos. Mas sabe que deve ser exemplo, inclusive para as duas netas pequenas. Foi assim desde o início.

Recebeu o nome de Perpétua, o mesmo da mãe, por causa de uma promessa. Na gestação, o bebê foi “ocultado” no ultrassom por um mioma. Sobreviveu ao parto, mas ficou sem pai aos 16 dias de nascida. O homem abandonou a família. A Perpétua original, a mãe, segurou as pontas. A filha sempre esteve ciente que a vida não era cor de rosa, como o nome que hoje está no seu armário de trabalho. 

Estudou no Colégio Americano Batista e mesmo depois da sua formação em Enfermagem não quer parar. Voltou a estudar para retomar o curso de Direito que interrompeu quando a mãe faleceu. Ler é a forma que encontra para relaxar, mas o que mais gosta é de ficar na piscina de plástico que comprou e colocou no quintal.

No seu terceiro casamento (este último já dura oito anos), Perpétua é uma mulher de fé. O Cristo que enfeita o seu armário lhe lembra sempre da sua missão de salvar vidas, mas ela leva sua crença mais adiante. É católica e umbandista. Acredita que Deus é um só e o propósito destas duas religiões é o mesmo. Sabe que o fato de ter sido escolhida para ser o símbolo da vacinação contra a Covid-19 em Pernambuco faz parte da sua missão. Trabalhando em um ambiente onde a impermanência é constante, comemora cada vida que consegue ser salva.

Mesmo após receber a segunda dose da CoronaVac prevista para duas semanas, Perpétua continuará defendendo a necessidade de não se baixar a guarda diante da doença. Mas desta vez estará de cabelos “arrumados” e não terá mais medo dos flashes e dos holofotes da imprensa. Sabe que sua fama de “Perpétua da Vacina”, como vem sendo chamada ultimamente, vai passar logo. Voltará a ser simplesmente Perpétua. A da UTI do HUOC. Aquela que ajuda a salvar vidas. Sempre. 

Provas das Escolas de Aplicação da UPE serão aplicadas nesta sexta-feira (22)

Nesta sexta-feira (22.01) os candidatos inscritos para o processo seletivo 2021 das Escolas de Aplicação do Recife, de Nazaré da Mata, Garanhuns e Petrolina da Universidade de Pernambuco (UPE) realizam suas provas. São disponibilizadas 332 vagas no total, sendo 252 para a 6ª série do ensino fundamental e 80 para o 1º ano do ensino médio.

Os prédios serão abertos às 7h30 e fechados às 9h, com início da aplicação do exame às 9h15. A orientação é chegar ao local de prova com pelo menos uma hora de antecedência para não correr o risco de se atrasar. A UPE está utilizando 18 prédios nas quatro cidades onde o certame será realizado. Ao todo, são 4.085 candidatos.

Devido à pandemia, a UPE adotou protocolos de biossegurança para garantir o bem-estar dos alunos e dos profissionais envolvidos. Todos os prédios serão sanitizados antes e após a realização das provas. O uso de máscara facial é obrigatório e será disponibilizado álcool em gel a 70% para higienização das mãos. Os candidatos poderão levar água, sucos, doces e lanches devidamente acondicionados, além de máscaras extras e recipiente de álcool em gel a 70% para uso pessoal. 

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UPE divulga abstenções, gabaritos e provas do processo seletivo 2021 das suas Escolas de Aplicação

A Comissão Permanente de Concursos Acadêmicos da Universidade de Pernambuco (CPCA/UPE) divulgou as abstenções, provas, gabaritos do processo seletivo 2021 das Escolas de Aplicação do Recife, de Nazaré da Mata, Garanhuns e Petrolina da Universidade, que foram realizadas nesta sexta-feira (22/01). A seleção aconteceu para novos alunos do 6º ano do ensino fundamental e 1o ano do ensino médio. Foram disponibilizadas 332 vagas no total.

O período para entrada de recurso sobre as provas devem ser feitos exclusivamente, pelo e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. até 23h e 59 minutos do dia 24/01/2021 (domingo).

A previsão de divulgação dos candidatos classificados acontece no dia 24 de fevereiro, mas a comissão já informa que trabalha na direção de antecipar a lista de classificados e o edital de matrículas. 

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UPE lamenta falecimento do professor Arquimedes Melo

A comunidade acadêmica da Universidade de Pernambuco (UPE) externa seu mais profundo pesar em virtude da morte do professor Arquimedes Fernandes Monteiro de Melo, ocorrida na tarde desta quarta-feira (20). Ele atuava como docente da cadeira de Farmacologia no Instituto de Ciências Biológicas (ICB) e também dava aulas na Faculdade de Administração e Direito de Pernambuco (FCAP). Ainda na Universidade de Pernambuco foi professor e coordenador da pós-graduação em Perícia Forense. Ele tinha 50 anos de idade e faleceu após sofrer um infarto.

Arquimedes possuía graduação em Farmácia pela Universidade Federal de Pernambuco (1994), mestrado em Ciências Farmacêuticas pela Universidade Federal de Pernambuco (2002) e doutorado em Produtos Naturais e Sintéticos Bioativos pela Universidade Federal da Paraíba (2005).

Além da UPE, Arquimedes atuava em outras instituições de ensino superior do estado, compartilhando o conhecimento adquirido nas áreas de Direito e Saúde. Era professor dos cursos de pós-graduação em Ciências Criminais e coordenador do projeto de extensão Plantas Medicinais na Atenção Básica à Saúde do Centro Universitário Tabosa de Almeida (Asces-Unita). Também foi docente da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Onde ensinou, ministrou disciplinas como Medicina Legal, Perícia Criminal, Farmacologia e Fisiologia.

Arquimedes também era perito criminal ad hoc do Escritório de Práticas Jurídicas e coordenou o Centro de Assistência Toxicológica da Paraíba (Ceatox/PB) e o Serviço de Toxicologia de Pernambuco (Sertox-PE/UFPE).

A UPE expressa as mais sinceras condolências e deseja, ainda, conforto, paz, e muita força para a família enfrentar a perda. O sepultamento será no Cemitério Morada da Paz, em Paulista, em horário a ser confirmado.