Academia Pernambucana de Ciências inaugura sede oficial em prédio da reitoria da UPE

Fundada em 1978, a Academia Pernambucana de Ciências (APC) passará a funcionar no prédio da reitoria da Universidade de Pernambuco (UPE). A inauguração da nova sede oficial da entidade aconteceu na manhã desta terça-feira (19).

Participaram da solenidade o atual presidente José Antônio Aleixo da Silva, o tesoureiro José Thadeu Pinheiro, o fundador Valter da Rosa Borges, membros da diretoria, o reitor Pedro Falcão e a vice-reitora Socorro Cavalcanti. 

Anísio Brasileiro, que foi reitor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e será o novo presidente da APC para o biênio 2021-2023, também participou da inauguração. 

O reitor da UPE Pedro Falcão destacou a importância da atuação da APC. “A ciência nos inspira a prosseguir e pensar o melhor para a sociedade”, afirmou.

A Academia Pernambucana de Ciências é uma sociedade civil, laica, sem fins lucrativos nem político-partidários, de natureza técnica, científica e educacional. 

Sua finalidade é promover o desenvolvimento de todos os setores do conhecimento humano, visando também a prestação de serviços à sociedade, seja por seus próprios recursos, seja em colaborações ou financiamentos de entidades públicas, privadas e de pessoas físicas ou jurídicas.

UPE e outras instituições de ensino pernambucanas fazem ato virtual contra cortes no orçamento do CNPq

Frente ao recente cenário de cortes de recursos para o fomento à ciência no Brasil, a Universidade de Pernambuco (UPE) e outras seis instituições de ensino do Estado promovem o “Ato Pernambuco em Defesa da Educação, Ciência, Tecnologia e Inovação – CNPq: patrimônio nacional”. A manifestação pública em apoio à mobilização nacional em defesa da ciência contará com a participação de reitores, vice-reitores, representantes de entidades científicas e da sociedade, e será realizada nesta quarta-feira (20), a partir das 9h, com transmissão ao vivo pelo canal da UFPE no YouTube.

Além da UPE, promovem o ato a Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), a Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), a Universidade Federal do Agreste de Pernambuco (Ufape), o Instituto Federal de Pernambuco (IFPE) e o Instituto Federal do Sertão Pernambucano (IF Sertão-PE). O evento terá ainda a participação de representantes da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), Conselho Nacional das Instituições da Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Conif) e Conselho Nacional das Fundações de Apoio às Instituições de Ensino Superior e de Pesquisa Científica e Tecnológica (Confies).

Participam ainda membros da Academia Brasileira de Ciências (ABC), Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco (Facepe), Academia Pernambucana de Ciências (APC), Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de Pernambuco (Secti), Associação Nacional de Pós-Graduandos (ANPG) e União Nacional dos Estudantes (UNE), além de parlamentares da bancada pernambucana, entre outras instituições que ainda estão confirmando presença.

CORTES – Já convivendo com um cenário de falta de investimentos e sucessivos cortes, a ciência e a pesquisa brasileiras foram duramente impactadas por decisão recente do Ministério da Economia de retirar o crédito suplementar de R$ 690 milhões – aproximadamente 90% dos recursos disponíveis para a ciência no País. De acordo com a organização do Ato Pernambuco, a reversão dos cortes se faz necessária por eles colocarem em risco o funcionamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), entidade que promove o fortalecimento e consolidação dos grupos de pesquisa nacionais e que também apoia os laboratórios de pesquisa distribuídos pelo País.

Os cortes também irão inviabilizar as bolsas de pesquisa, de iniciação científica e de pós-doutorado no País, que já não possuíam expectativa de ampliação do quadro geral. Além disso, cerca de R$ 2 bilhões do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) seguem pendentes de destinação, prejudicando o desenvolvimento científico no Brasil.

Conforme explicam os organizadores da manifestação pública desta quarta (20), o contexto de corte orçamentário atual segue na contramão de estratégias adotadas por países que buscam vencer a crise causada pela covid-19, essenciais no movimento de retomada pós-pandemia. A desvalorização do setor e do desenvolvimento científico provoca a saída de especialistas e destrói a capacidade competitiva do País em trabalhar na fronteira do conhecimento humano, causando prejuízos que serão sentidos pelas atuais e futuras gerações.

 
 
 
 

 

Treinamento amplia atividades do Laboratório Multiusuário em Saúde do Instituto de Ciências Biológicas da UPE

O Laboratório Multiusuário em Saúde (LMS) do Instituto de Ciências Biológicas da Universidade de Pernambuco (ICB-UPE) vai retomar as atividades de sequenciamento genético que atenderão pesquisas da comunidade acadêmica e permitirão parcerias com outras instituições, além da futura reabertura do serviço de identificação humana, mais conhecido como teste de paternidade.

Entre os dias 6 e 8 de outubro, os biólogos Adauto Neto, João Pacífico e Rita Xavier, a professora Tereza Cartaxo e o pós-doutorando Igor Amorim participaram de um treinamento de 20 horas utilizando o equipamento ABI 3500 Genetic Analyzer. Durante o curso foram realizadas 12 reações de sequenciamento e purificação, gerando sequências analisáveis.

No treinamento foram abordados Sequenciamento de Sanger, Reação de Sequenciamento, Purificação da Reação de Sequenciamento, Análise de Fragmentos, operação do equipamento (calibrações, softwares e análises de dados) e Aplicações, com momento de discussão sobre problemas e soluções.

O curso foi ministrado pela técnica Eloísa Dognani Castro (Field Applications Scientist) da empresa Life Sciences Solution (Thermo Fisher Scientific), detentora de exclusividade da tecnologia no Brasil. 

Adquirido com recursos da chamada pública Ação Transversal para Implantação de Unidades de Pesquisa Clínica (Ministério da Ciência e Tecnologia, Ministério da Saúde e Financiadora de Estudos e Projetos), o sequenciador necessitava de recursos financeiros para sua completa operacionalização.

Com a aprovação recente de uma proposta submetida ao edital SOS Equipamentos -  Seleção Pública de Propostas para Apoio Financeiro Contínuo à Manutenção Corretiva de Equipamentos Multiusuários (Finep), foram obtidos R$ 52.837,00 e metade desse valor foi destinada à manutenção corretiva do ABI 3500 Genetic Analyzer.

Professores do Programa de Pós-graduação em Biologia Celular e Molecular Aplicada do ICB-UPE ainda concordaram em usar recursos de pesquisa destinados ao PPGBCMA para compra de reagentes e que fossem utilizados em parte para a manutenção do equipamento.

A Pró-Reitoria de Pós-Graduação, Pesquisa e Inovação (PROPEGI) também vai destinar recursos necessários à manutenção do sequenciador. O Laboratório Multiusuário em Saúde do ICB-UPE é coordenado pelo professor Bruno Carvalho.

De acordo com a diretoria do ICB-UPE, professora Rita Moura, o agendamento para sequenciamento por usuários seguirá o mesmo fluxo adotado para os demais equipamentos: cadastros do projeto e do usuário com anuência do orientador.

O agendamento será liberado assim que a coordenação do LMS avaliar os custos para funcionamento e manutenção do equipamento.

Com o sequenciador em atividade, o ICB-UPE poderá fazer trabalhos com instituições parceiras como os laboratórios de Genética Forense Eduardo Campos, da Secretaria de Segurança Pública (SDS), e da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

Suspenso em 2019, o teste de paternidade poderá ser retomado com a adequação do uso do sequenciador para esta atividade e obtenção de recursos extras via editais públicos e/ou emendas parlamentares.

Mais informações no site Laboratório Multiusuário em Saúde – Instituto de Ciências Biológicas (upe.br).

Professor da Universidade de Pernambuco vence prêmio Editor do Futuro 2021

Recém-empossado professor assistente da Escola Superior de Educação Física (ESEF) e pós-doutorando do Programa Associado em Enfermagem da Faculdade de Enfermagem Nossa Senhora das Graças (FENSG/UPE/UEPB), Gustavo Aires de Arruda recebeu o Prêmio Jürgen Döbereiner 2021 – Modalidade Editor do Futuro.

Outorgados pela Associação Brasileira de Editores Científicos (ABEC), o diploma e troféu são entregues há 12 anos para incentivar doutorandos e recém-doutores no universo da divulgação da produção acadêmica.

O patrono do prêmio, Jürgen Döbereiner, decidiu criar uma revista e se tornar editor, no início da década de 1960, porque identificou que o extraordinário valor da pesquisa de sua esposa, Johanna, precisava de um veículo de publicação. Essa iniciativa foi a gênese da Pesquisa Agropecuária Brasileira, atualmente editada pela Embrapa.

Para ser escolhido o Editor do Futuro em 2021, Gustavo Aires de Arruda, 35 anos, além da análise do currículo, escreveu um texto sobre o tema “Revistas científicas e ciência aberta” e teve uma carta de recomendação assinada por um editor de revista científica.

Professor emérito de Psiquiatria e Ciências do Comportamento da Eastern Virginia Medical School e editor chefe da publicação Perceptual and Motor Skills, o norte-americano J.D. Ball atestou que Gustavo Aires de Arruda revisou 13 artigos e recebeu o convite para integrar o conselho editorial da sua revista.

“Como o professor Arruda foi revisor para 14 outras revistas e é um autor prolífico de 30 artigos publicados em revistas revisadas por pares com cinco outros no prelo, ele tem as credenciais de bolsa de estudos e experiência em redação para se tornar um editor chefe de uma revista internacional”, afirmou J.D. Ball.

A premiação ocorreu durante a ABEC Meeting Live 2021, evento com uma série de painéis sobre a produção científica e sua divulgação realizado entre os dias 21 e 24 de setembro. Devido à pandemia, Gustavo Aires de Arruda receberá o troféu e o certificado somente na noite desta sexta-feira (15).

Pesquisa realizada na UPE aponta benefício do videogame para diabéticos

Um estudo realizado na Universidade de Pernambuco sobre os efeitos do uso de jogos ativos de videogame em pessoas portadoras de diabetes do tipo 1 (DM1) foi publicado na mais recente edição da Games for Health Journal. O texto ganhou ainda destaque no site da American Diabetes Association.

Os resultados apontam que os voluntários tiveram os mesmos efeitos fisiológicos de quem pratica atividades físicas tradicionais como uma caminhada em esteira, com uma redução saudável da glicose do sangue. Todos os participantes fazem uso de insulina.

“O exercício de gamificar não só desvia o esforço, mas trabalhar em busca de recompensas no jogo ou mesmo competir com amigos ajuda a motivá-lo a continuar voltando para fazer mais”, explica o pesquisador Jorge Brito Gomes, um dos seis autores do artigo.

Professor do Departamento de Educação Física da Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), Jorge Luiz de Brito Gomes conduziu a pesquisa dentro do seu doutorado no Programa de Pós-graduação em Educação Física da Escola Superior de Educação Física (ESEF/UPE).

Assinam o artigo de oito páginas quatro professores da ESEF/UPE (Denise Maria Martins Vancea, Rodrigo Cappato de Araújo, Fernando José de Sá Pereira Guimarães e Manoel da Cunha Costa), além do iraniano Pooya Soltani, da Shiraz University (Irã) e da University of Bath (Inglaterra).

Durante três semanas, os 14 participantes da pesquisa tiveram a frequência cardíaca e a pressão aferidas antes e após sessões de atividade física. Os níveis de prazer foram também registrados. Metade praticou caminhada/corrida em esteira e a outra metade jogou videogame.

O jogo utilizado foi Kinect Adventures!, do console Microsoft Xbox, que permite que o usuário interaja através de uma câmera e faça movimentos de equilíbrio, corridas e pulos. 

“Estudos futuros com amostras maiores devem ser realizados para verificar as possíveis diferenças entre idades e gêneros de pacientes com DM1 durante AVG e exercícios tradicionais”, alertam os pesquisadores.

O artigo em inglês está disponível neste link: https://www.liebertpub.com/doi/10.1089/g4h.2020.0209